Posturas de um eterno Scale
Aqui você vai entender quais posturas que te impedem de sair do "aluno na média" dentro do Box e não aprender os movimentos e ter uma performance de um Avançado.
ALUNOSTREINAMENTO
Renato Koji
1/14/20263 min read


Os erros que travam a evolução do CrossFitter intermediário
Este texto é uma continuação direta do conteúdo publicado anteriormente aqui no blog, “As três burrices do CrossFitter”.
Se naquele artigo falamos sobre comportamentos comuns que atrapalham o treino, agora o foco é aprofundar por que esses erros impedem o atleta de sair do nível intermediário.
O conteúdo a seguir é baseado em um vídeo publicado no canal do YouTube @kojiirenato e aborda três pontos centrais que aparecem com frequência no dia a dia do box e que, quando não corrigidos, travam a evolução: dependência de estímulos externos, competição excessiva e falta de protagonismo na busca por movimentos avançados.
Dependência de estímulos externos e dopamina
O CrossFit é uma modalidade naturalmente estimulante. Música alta, ambiente coletivo, amigos treinando juntos, professores carismáticos e pequenas competições internas fazem parte da experiência.
O problema surge quando o atleta passa a depender exclusivamente desses estímulos para conseguir treinar bem.
Qualquer mudança — como a ausência de um amigo, a troca da música ou do professor — já é suficiente para derrubar o rendimento ou a dedicação ao treino.
Essa dependência cria uma limitação clara: o atleta só consegue produzir quando o ambiente está favorável. Como consequência, ele não desenvolve a capacidade de treinar sozinho, com foco, e acaba ficando preso à média.
Além disso, a busca constante por dopamina faz com que o treino deixe de ser encarado como um processo e passe a ser apenas uma fonte de prazer imediato, o que prejudica a evolução no longo prazo.
Competição excessiva no treino
A competição faz parte do CrossFit, mas quando ela se torna o foco principal, o treino perde sua função.
Cada sessão é planejada para gerar um estímulo específico, seja ele de força, cardio ou resistência, dentro de um tempo e carga determinados.
Quando o atleta quer apenas “ganhar na lousa”, ele tende a ajustar carga, ritmo ou descanso para terminar antes dos outros, mesmo que isso signifique não cumprir o estímulo proposto.
Outro efeito comum é o abandono. Ao perceber que não conseguirá vencer, alguns atletas diminuem o ritmo ou simplesmente desistem do treino no meio, mostrando uma relação frágil com o processo.
A competição excessiva também reforça a dependência de dopamina. Se o atleta só treina com intensidade quando há alguém para competir, ele passa a evitar treinos isolados e específicos, que são fundamentais para sair do nível intermediário.
Falta de protagonismo na evolução
Outro erro recorrente é colocar toda a responsabilidade da evolução nas mãos do box ou dos professores.
Muitos atletas acreditam que, se o box não ensina determinado movimento ou se não recebem correção constante, não têm como evoluir. Essa postura tira o atleta do centro do processo e cria uma relação passiva com o treino.
A aula coletiva tem como objetivo principal melhorar o condicionamento geral e tirar o aluno da média populacional sedentária. Movimentos avançados exigem mais do que isso: exigem interesse, busca ativa e trabalho específico.
Sem assumir esse protagonismo, o atleta permanece esperando que alguém resolva sua dificuldade, em vez de agir para superá-la. Isso limita diretamente o avanço técnico e físico.
Conclusão
A dependência de estímulos externos, a competição excessiva e a falta de protagonismo têm um efeito comum: mantêm o atleta preso ao nível intermediário.
Enquanto o treino for condicionado ao ambiente, à comparação com os outros ou à expectativa de que o box entregue todas as soluções, a evolução será limitada.
O conteúdo completo que originou este texto está disponível no canal do YouTube @kojirenato, onde esses pontos são abordados de forma direta e aplicada à realidade do box. - https://youtu.be/lwrvFza3ze0
Este artigo, junto com “As três burrices do CrossFitter”, forma uma base clara para entender por que muitos atletas treinam com frequência, mas não conseguem sair do lugar.